Timidez é um traço, ansiedade social é um sofrimento
Muitas pessoas são mais reservadas, preferem grupos pequenos e precisam de tempo para se soltar. Isso é timidez e não é um problema. A ansiedade social é diferente: é um medo intenso de ser avaliado negativamente, que leva a evitar conversas, reuniões, apresentações e até ligações.
Quem sofre com isso costuma passar dias antecipando um encontro e outros tantos repassando o que disse.
O que alimenta o medo
Na ansiedade social, a atenção se volta para dentro: “estou vermelho, minha voz está tremendo, todos estão notando”. A pessoa usa comportamentos de segurança, como evitar olhar nos olhos, ensaiar frases ou ficar com o celular na mão. Eles aliviam na hora, mas impedem a descoberta de que a situação era suportável.
Também é comum superestimar o quanto os outros percebem nosso nervosismo. A maioria das pessoas está ocupada com as próprias preocupações.
Caminhos que funcionam
Atenção para fora: durante a conversa, foque no que o outro está dizendo, não nas suas sensações.
Degraus pequenos: cumprimentar um vizinho, fazer uma pergunta em uma loja, dar uma opinião em grupo pequeno.
Largar um comportamento de segurança por vez e observar o que acontece.
Revisar a crítica posterior: depois do encontro, lembre também do que correu bem.
Terapia cognitivo-comportamental tem ótima eficácia para ansiedade social.