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Fanuel C. GlanzmannBiblioteca · Psicólogo
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Raiva

Uma emoção legítima que precisa de direção, não de explosão

1Entender

A raiva tem uma função

A raiva aparece quando percebemos injustiça, desrespeito ou um obstáculo ao que é importante. Ela dá energia para defender limites. O problema não é sentir raiva, mas o que fazemos com ela: explodir, agredir, ou, no outro extremo, engolir tudo até adoecer.

Muitas vezes a raiva é a ponta de outras emoções: medo, mágoa, vergonha, cansaço.

A escalada

A raiva costuma subir em etapas: um gatilho, pensamentos de injustiça (“ele fez de propósito”, “ninguém me respeita”), sinais no corpo (calor, mandíbula travada, punhos fechados) e, se nada interrompe, a explosão. Depois vem o arrependimento e, às vezes, o afastamento das pessoas.

Reconhecer os primeiros degraus é o que permite agir antes do ponto de não retorno.

Interromper e redirecionar

Pausa planejada: combine com as pessoas próximas uma frase como “preciso de dez minutos, já volto”.

Baixar o corpo: respiração lenta, água fria no rosto, caminhar.

Revisar o pensamento: “foi de propósito ou existe outra explicação?”.

Expressar sem atacar: “quando acontece X, eu me sinto Y, e eu preciso de Z”.

Cuidar do que aumenta a irritabilidade: sono ruim, fome, álcool, sobrecarga.

Quando é hora de buscar ajuda

Se a raiva tem levado a agressões verbais ou físicas, rompimentos frequentes, problemas no trabalho ou com a lei, é importante buscar acompanhamento. Se você está em uma relação em que é alvo de agressões, procure apoio (Ligue 180 ou 190 em emergência).

Etapas 2 a 5: praticar, ouvir, refletir e manter

O semáforo da raiva

Para reconhecer em que ponto da escalada você está.

Áudio guiado: Baixando a temperatura (3 min)

12 cartas de reflexão

Que situações mais disparam minha raiva?
Que emoção pode estar escondida embaixo da raiva?
Como meu corpo avisa que estou ficando com raiva?

Plano de manutenção

Sinais de alerta e o que fazer.

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